{"id":36,"date":"2013-06-23T21:36:00","date_gmt":"2013-06-24T00:36:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2019-11-22T12:06:15","modified_gmt":"2019-11-22T15:06:15","slug":"como-fazer-placas-de-circuito-impresso-com-furos-metalizados-e-qualidade-industrial-em-casa-parte-7-processos-fotograficos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.engenhariacaseira.com.br\/blog\/?p=36","title":{"rendered":"Como fazer placas de circuito impresso com furos metalizados e qualidade industrial, em casa &#8211; Parte 7 &#8211; Processos fotogr\u00e1ficos"},"content":{"rendered":"<div style=\"font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Depois de aprender a fazer a solu\u00e7\u00e3o ativadora de furos e de fazer a eletrodeposi\u00e7\u00e3o de cobre, chegou a hora de aprendermos um pouco sobre o processo fotogr\u00e1fico.<\/span><\/div>\n<div style=\"font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div style=\"font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Antigamente e ainda hoje alguns hobbystas usam caneta para retroprojetor para desenhar as trilhas e depois corroer no percloreto de ferro. Depois de algum tempo surgiu o &#8220;decalc&#8221; (transfer a seco) para circuito impresso com trilhas, ilhas, pads, que voc\u00ea colocava em cima da placa e rabiscava com um l\u00e1pis transferindo o desenho para o cobre. Depois de mais alguns anos alguns mais corajosos faziam placas usando emuls\u00e3o fotogr\u00e1fica para fazer matrizes de silk-screen ou at\u00e9 mesmo cola tenaz com sensibilizante a base de dicromato ou diazo. Aplicava-se uma camada diretamente no cobre e depois de seco se colocava o fotolito por cima e uma luz forte para &#8220;queimar&#8221; a placa. Depois era revelado com \u00e1gua, cuidadosamente para n\u00e3o soltar as trilhas. Eu mesmo tentei v\u00e1rias vezes e nunca consegui.<\/span><\/div>\n<div style=\"font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div style=\"font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">A ind\u00fastria usava o silk-screen com o layout da placa, e algumas empresas ainda usam este processo. Ao passar dos anos foram desenvolvidos processos fotogr\u00e1ficos que hoje s\u00e3o usados praticamente por toda a ind\u00fastria de PCB, e para o hobbysta o processo ficou bem mais pr\u00e1tico e profissional permitindo layouts antes nunca sonhados para serem feitos em casa.<\/span><\/div>\n<div style=\"font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div style=\"font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">As tintas fotopolimeriz\u00e1veis quando recebem luz ultravioleta se polimerizam e n\u00e3o saem com a solu\u00e7\u00e3o reveladora que geralmente \u00e9 a base de carbonatos de s\u00f3dio ou pot\u00e1ssio. A maioria usa o carbonato de s\u00f3dio, conhecido tamb\u00e9m como barrilha leve. A propor\u00e7\u00e3o recomendada pela maioria dos fabricantes \u00e9 de 10g por litro de \u00e1gua (1%). Para a remo\u00e7\u00e3o da tinta que j\u00e1 foi polimerizada se usa uma solu\u00e7\u00e3o de hidr\u00f3xidos de s\u00f3dio ou pot\u00e1ssio. A maioria usa hidr\u00f3xido de s\u00f3dio (soda c\u00e1ustica) na propor\u00e7\u00e3o de 30 a 50g por litro de \u00e1gua (3 a \u00a05%) a uma temperatura de 40 a 50C.<\/span><\/div>\n<div style=\"font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div style=\"font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Existem dois processos fotogr\u00e1ficos diferentes que exigem produtos diferentes. O primeiro deles usa uma tinta fotossens\u00edvel chamada l\u00e1 fora de Liquid Photo Resist, e aqui \u00e9 conhecido por filme l\u00edquido. Trata-se de uma tinta que pode ser encontrada em viscosidades que permitem a sua aplica\u00e7\u00e3o por tela de silk ou por pistola de pintura. Voc\u00ea pode comprar a tinta com viscosidade para silk usar um solvente para ent\u00e3o aplicar com pistola de pintura. Geralmente o solvente usado tanto para dilui\u00e7\u00e3o quanto para a limpeza do filme l\u00edquido ainda n\u00e3o foto-polimerizado \u00e9 o butilglicol.<\/span><\/div>\n<div style=\"font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: center;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\"><a href=\"https:\/\/www.engenhariacaseira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/DH001.jpg\" rel=\"attachment wp-att-108\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-108\" src=\"https:\/\/www.engenhariacaseira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/DH001.jpg\" alt=\"DH001\" width=\"193\" height=\"200\" \/><\/a><\/span><\/div>\n<div style=\"font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: center;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">filme liquido<\/span><\/div>\n<div style=\"font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: center;\"><\/div>\n<div style=\"font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: center;\">\n<div style=\"font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">No processo com o filme l\u00edquido, geralmente a placa \u00e9 primeiro furada e tem seus furos metalizados, para depois se aplicar o filme nas duas superf\u00edcies. Ele exige um tempo de cura em estufa a uma certa temperatura para que fique seco. Depois de seco o fotolito \u00e9 sobreposto na superf\u00edcie da placa e ent\u00e3o a placa \u00e9 exposta a luz ultravioleta. Se for dupla face o processo se repete em ambos os lados para depois ser revelada. Neste processo se usa o fotolito com o positivo do layout, ou \u00a0seja, com as trilhas, pads e ilhas escuras e com o restante transparente.\u00a0<\/span><\/div>\n<div style=\"font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div style=\"font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Depois de revelada, a placa fica com as trilhas, pads e ilhas expostos, o contr\u00e1rio do que far\u00edamos em casa. O motivo \u00e9 que depois de revelada a placa passa por um banho onde \u00e9 de positado estanho em toda a \u00e1rea exposta, incluindo trilhas, pads, ilhas e furos metalizados. O filme \u00e9 ent\u00e3o removido da placa e ela \u00e9 levada para a corros\u00e3o, onde \u00e9 usado uma solu\u00e7\u00e3o a base de persulfato de am\u00f4nio, pois ele n\u00e3o ataca o estanho.<\/span><\/div>\n<div style=\"font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div style=\"font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Despois da corros\u00e3o o estanho \u00e9 removido com uma solu\u00e7\u00e3o \u00e1cida e ent\u00e3o a placa est\u00e1 pronta para receber a m\u00e1scara e a legenda que podem ser por silk-screen ou processo fotogr\u00e1fico, por\u00e9m se usa uma tinta bi-componente a base de resina epoxi.<\/span><\/div>\n<div style=\"font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><a href=\"https:\/\/www.engenhariacaseira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fab_pcbfp_imgb-1.gif\" rel=\"attachment wp-att-110\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-110\" src=\"https:\/\/www.engenhariacaseira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fab_pcbfp_imgb-1.gif\" alt=\"fab_pcbfp_imgb\" width=\"548\" height=\"286\" \/><\/a><\/span><\/div>\n<div style=\"font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">dryfilm<\/span><\/div>\n<div style=\"font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;\"><\/div>\n<div style=\"font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;\">\n<div style=\"font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O segundo processo se diferencia na primeira etapa antes da aplica\u00e7\u00e3o da m\u00e1scara e da legenda. O produto usado \u00e9 o dry-film. Ele \u00e9 uma esp\u00e9cie de pel\u00edcula fotossens\u00edvel coberto por duas pel\u00edculas pl\u00e1sticas para proteg\u00ea-la e \u00e9 aplicado por meio de laminadora (plastificadora). O processo de revela\u00e7\u00e3o \u00e9 o mesmo, por\u00e9m neste processo geralmente se usa o fotolito com o negativo do layout (as trilhas, pads e ilhas permitem a passagem de luz). O motivo deste m\u00e9todo usar o negativo, \u00e9 que como o dry-film \u00e9 uma pel\u00edcula que cobre a placa por completo, ao revelar as placa os furos metalizados que foram expostos \u00e0 luz UV est\u00e3o protegidos por esta pel\u00edcula que permanece cobrindo os furos, portanto, a metaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 atacada pela solu\u00e7\u00e3o \u00e1cida. Neste m\u00e9todo pode ser usado qualquer solu\u00e7\u00e3o \u00e1cida desde que aceita pelo dry-film.<\/span><\/div>\n<div style=\"font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div style=\"font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Agora que voc\u00ea j\u00e1 sabe a diferen\u00e7a entre usar o dry-film e o filme l\u00edquido, pode escolher qual \u00e9 a melhor op\u00e7\u00e3o para voc\u00ea. No pr\u00f3ximo post voc\u00ea ver\u00e1 todo um v\u00eddeo com todo o processo usando o dry film.<\/span><\/div>\n<div style=\"font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div style=\"font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">At\u00e9 l\u00e1!<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de aprender a fazer a solu\u00e7\u00e3o ativadora de furos e de fazer a eletrodeposi\u00e7\u00e3o de cobre, chegou a hora de aprendermos um pouco sobre o processo fotogr\u00e1fico. \u00a0 Antigamente e ainda hoje alguns hobbystas usam caneta para retroprojetor para desenhar as trilhas e depois corroer no percloreto de ferro. 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