Como fazer placas de circuito impresso com furos metalizados e qualidade industrial, em casa – Parte 8 – Dry-Film

Pessoal, neste post mostro todo o processo para fazer as placas desde a furação até a finalização usando dryfilm. Algumas etapas como metalização não foram mostradas pois já vimos em outro post. 

Algumas formulas como a solução para corrosão reciclável a base de cloreto de cobre, bem como a solução para deposição de estanho sem eletricidade, serão discutidas em outro post. Estou pensando em organizar o blog por categorias para ficar mais organizado. Alguns reagentes como por exemplo o cloreto de estanho pode ser feito por você mesmo… é trabalhoso mas custa em média 10% do que você gastaria comprando aqui no Brasil. No mes passado eu importei 400g de cloreto de estanho (II) e paguei U$8,00 cada 100g enquanto aqui no Brasil dependendo o lugar custa 300 reais 100g. Comprei 400g e já com o frete saiu em torno de R$100,00 e veio da Polônia. Como o valor não atingiu U$50,00 nao teve imposto. Outro ponto que será discutido é o fotolito. Espero que gostem.

56 comentários sobre “Como fazer placas de circuito impresso com furos metalizados e qualidade industrial, em casa – Parte 8 – Dry-Film

  1. Boa noite Ricardo,
    parabéns pelo blog, gostei de ver a PCI, ficou muito bem acabada.
    Eu percebi que no inicio vc usou uma CNC para fazer os furos da placa, e gostaria de saber que programa de CNC vc utiliza e como vc faz para converter a furação do CAD para o programa.
    obrigado

  2. Tai uma dúvida que tenho também BQDF.Ricardo eu estou seriamente pensando em fazer uma cnc para furação de placas e essa dúvida me segue, estou pensando em usar uma eletrônica de reprap até ai tudo bem mas como colocar os dados do gcode neles é outro assunto que me intriga. Quero fazer de 40x40cm útil de furações. Um abraço e tá muito bom essas dicas e você pode dizer o preço pago aqui ou fora do dry film?
    E aguardando outros videos de deposição de estanho.

  3. Proteus->gerber->Cam350->dxf->artcam->mach3

    Olha… eu tive péssimas experiências com CNC. Para a minha funcionar legal tive que reformar toda a maquina e hoje uso fuso de esferas e a eletronica é industrial com drivers de 7.5A e 70V, mas uso a CNC para outros fins que exigem isso.

    Para fazer placas em casa, eu partiria para um driver simples de 3 eixos que voce encontra no ebay por 30 dolares que usa o TB6560. O driver funciona bem, e com algumas modificacoes fica melhor ainda, mas você deve respeitar os limites de velocidade sabendo que a tensão máxima dele é 30V e 3.5A por fase, então não dá pra fazer milagre (http://www.ebay.com/itm/3-Axis-CNC-Router-3-5A-TB6560-Stepper-Motor-Driver-Board-For-Engraving-Machine-/321149918892?pt=LH_DefaultDomain_0&hash=item4ac606deac)

    Tem um KIT de CNC no mercado livre que eu gostaria muito de adquirir mas eu pessoalmente acho o preço abusivo. Lá fora vende o projeto e eu poderia comprar o material e cortar na minha CNC maior. O kit é este: (http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-497473096-kit-fresadora-router-cnc-hobby-_JM) Pra fazer plaquinhas em casa acho que tá de bom tamanho…

    Outra coisa que eu acho legal é usar motores brushless trifásicos usados em modelismo RC. (http://www.hobbyking.com/hobbyking/store/RC_PRODUCT_SEARCH.asp?strSearch=brushless) Eles tem uma potência enorme, tem torque em baixa e sào silenciosos… ótimo para quem mora em apartamento.

    O Dry-film é bem mais caro que o filme liquido. Custa cerca de R$300,00 reais o rolo e é vendido somente em embalagens com 2 rolos. (R$600,00)
    Tem suas vantagens e desvantagens!

  4. Como sempre têm muita coisa para ser feita para se ter uma cnc mas elas que facilitam muito o trabalho. A placa eu conheço o driver TB6560 e suas modificações.
    Sobre o motor não conhecia essa para usar na furação boa dica.
    Sobre o dry-film acho que vale a pena porque a qualidade fica profissional.
    Agradeço de novo seu empenho em passar essas informações para o público e aguardo mais informações de estanhagem da pci.

  5. Lembrando que com filme liquido fica tão bom quanto, não precisa de laminadora, mas o processo é um pouco mais trabalhoso. Talvez o filme liquido permita uma resoluçao maior por conta da fina camada que é criada. E como eu já disse antes, se usa o positivo do layout para deixar as trilhas, pads e furos descobertos. Ai passa pelo banho de estanho e entao é corroido no persulfato de amonio. Vou fazer um video usando filme liquido também… so esta me faltando tempo. Eu não gosto muito de usar porque faz muita sujeira com as telas de silk… vou tentar fazer passar o filme usando rolo.

  6. Ja tentei fazer isso usando um cooler de computador e fita dupla face, mas a qualidade nem se compara se usar silk screen. Mesmo com o cooler a camada fica grossa. Eu tenho todo o material aqui para fazer através de silk… mas dá trabalho.
    Tem que aplicar fita adesiva na tela pra ela ficar com o mesmo tamanho da placa, caso contrario faz lambança na lateral. Cada vez que se limpa a tela tem que aplicar a fita adesiva novamente. Se não fizer em paineis, tem que aplicar em uma face, curar no forno, limpar a tela, aplicar na outra face e curar novamente… Outro problema é que o filme pode entrar nos furos se você errar a mão no silk e depois pra limpar na hora da revelação é bem complicado se não for através de jato d'agua. Outra coisa que eu não gosto é da sujeira que faz.
    Se o filme entrar nos furos atrapalha a deposição de estanho e pode gerar problemas na corrosão… resumindo… se não tiver o material certo é bem fácil errar.
    Talvez por isso o dry film seja caro!

  7. Oi Ricardo a rotação de um HD é de 5400 rpm e de um cooler deve ser muito baixa ai fica grossa a camada, no video que passei parece que ficou bom o espalhamento da tinta na superficie. Mas só fazendo para ver o resultado. Agora o silk é um trabalhão mesmo.

  8. Ricardo,
    Como você faz para não ficarem rebarbas na fresagem e furos?
    Você exporta os arquivos de furos para o Artcam também? Nesse caso como você faz para que ele peça a troca de broca? Ou você faz n arquivos de Gcode, uma para cada broca? Abraço!

  9. Oá MR,
    Sim, depois de gerar o gerber, eu importo no CAM350 e depois de fazer os painéis eu exporto um DXF diretamente do CAM350 com o layer dos furos e qualquer outro layer que tenha o contorno das placas.

    No Artcam eu faço primeiro o percurso de furos com o menor diametro que tenho, e gero um percurso para cada diametro ja que minha maquina nao troca as brocas automaticamente. Por ultimo eu uso uma fresa raiada de topo reto para o corte. Eu gero um G-CODE separado para cada tipo de furação e corte.

    Antes de iniciar a furação, eu faço uma marca, geralmente um pequeno furo e centralizo a ferramenta neste furo… se algo der errado eu tenho um ponto de referencia e nao perco o trabalho (geralmente o ponto fica em X-10 Y-10).

    Coloco a broca com menor diametro e uso o gcode correspondente no mach3. Depois que ele fizer a primeira furaçao, eu volto a maquina para o zero, troco a ferramenta e faço o proximo diametro junto com o gcode correspondente. Por ultimo uso a fresa raiada de topo reto de 1.5mm e faço os furos grandes (acima de 1.5mm) e o corte das placas deixando sempre pontes para que as placas permaneçam no painel.

    O que influencia na rebarba é o tipo de ferramenta, a velocidade de corte e de avanço, assim como a velocidade de mergulho. Quando comprei as brocas na Dupiza me enviaram um arquivo para o calculo de velocidade… depois eu compartilho e posto o link do arquivo.

    Industrialmente o pessoal usa um material de entrada e de saída que envolve os paineis. O de entrada costuma ser uma folha de alumínio de 0.18mm que serve para refrigerar a ferramenta e evitar rebarbas… o material de saída é chamado de snow white e tem 2,7mm. Você pode usar MDF de 3mm como sacrifício para a saída.

    Eu não uso material de entrada, uso apenas de saída e por isso ainda fica um pouco de rebarba que sai com uma lixa bem fina (granularidade entre 400 e 500).

    As brocas eu comprei na dupiza e as fresas eu comprei no Valter… http://www.fresascnc.com.br/produto/Fresa-1%2C5mm–%28-raiada-%29-x-10mm-%28FTR129%29.html

    Abraço!

  10. Olá Ricardo. Excelente o trabalho que você faz. É uma grande ajuda para a comunidade amante do diy.
    Estive a ver mais este seu video e está 5 estrelas. Eu já tenho uma tinta uv que comprei no ebay (PCB UV Curable Solder Mask) e que gostava de poder aplicar à pistola, mas o vendedor aconselha a não diluir. Será que você tem conhecimento se o butilglicol poderá ser usado para esse efeito nessa tinta, ou você só testou unicamente aquela bicomponente?

  11. Olá Fernando! Obrigado pelo elogio! Olha, pelas experiências que eu fiz, o butilglicol serve apenas para diluir o filme liquido (photoimageable solder resist), enquanto o thinner usado para diluir tintas comuns a base de solvente serve para diluir a máscara de solda fotossensível (bi componente). Eu tentei diluir a máscara bi componente com butilglicol mas ela perdeu a fotossensibilidade, já com thinner ela funcionou perfeitamente, apenas mudou o tempo de pré cura no forno.
    Precisa tomar muito cuidado ao comprar tintas de cura UV, pois tem uma diferença em tintas curáveis com UV e tintas fotossensíveis (photoimageable). As tintas curáveis por UV costumam ser tintas comuns que somente secam quando expostas ao UV, mas não tem a característica de fotossensibilidade para se fazer layouts.
    Já as tintas fotossensíveis (photoimageable), são prorias para fazer layouts onde você literalmente grava a imagem do negativo do fotolito na superfície onde ela foi passada. Elas secam através de estufa ou forno geralmente a 75C (pre-cura), e depois são expostas ao UV com o fotolito e então são reveladas.
    A máscara de solda fotossensível tem a mesma característica que a anterior, mas são a base de epoxy e bi-componentes para suportar altas temperaturas. A pre cura dela (secagem) é feita com temperaturas mais baixas (50 a 55C). Novamente precisamos tomar cuidado pois existem máscaras de solda curáveis com UV, o que é diferente de fotossensíveis… elas apenas secam com o UV mas não permitem com que se grave layouts.

  12. Grato pelo explicação Ricardo. Não tinha conhecimento das diferenças. Agora já fiquei a saber mais umas coisas 🙂
    Penso que a tinta que tenho é fotossensivel, mas só experimentando (quando houver tempo disponivel, – o que não tem estado fácil).
    Já li algures que o oleo de banana? (tradução do google) serve para diluir a tinta em questão.
    Quando fala em thinner penso que se refere ao que aqui se chama de diluente e que pode ser celuloso ou sintético. Enfim tenho de experimentar para tirar conclusões.
    Abraço.

  13. Uma outra questão é relativa à validade destas tintas. Certo que dependerá de tinta para tinta mas a validade destas creio que não será muito longa, havendo casos de que pode ser de poucos meses. Será que pode fazer alguma luz sobre isso? 🙂
    Abraço

  14. A validade descrita no rótulo da tinta é de 8 meses. Tem diversos foruns americanos onde eles falam que dura até dois anos se guardado em geladeira. Eu nunca testei… ainda não venceu a minha… mas creio que seja verdade pois pelo que eu li em algumas patentes, o foto-sensibilizante usado é a base de dizo, e diazo realmente dura mais se conservado em local gelado.

  15. Olá Ricardo. Qual a formula da solução para corroer a placa com dry-film? Fiz a primeira aplicação do dry para fazer um teste, e não sei como correr a placa. Se vc já tiver esse kit pronto de corrosão, me passa o valor para depósito com envio via sedex. O film aplicado com a seladora fica muito bom. Fiz trilhas bem finas para fazer um teste e saiu muito bem na revelação. Por enquanto ta tudo em ordem, só falta corroer e ver o resultado. Obrigado

  16. Boa noite Osmar, Você pode corroer com percloreto de ferro ou qualquer outra solução ácida, ela só não pode ser alcalina. Você pode usar ácido sulfúrico com peroxido de hidrogênio 30% a 50% (Água oxigenada de 100 a 200 volumes). A água oxigenada de farmácia é muito fraca, costuma ser 3%. Você enconta a 200 volumes na Asher. Esta solução ataca muito rápido o cobre, mas é instável e se degrada conforme a água oxigenada vai se decompondo. Uma boa solução para corrosão é cloreto de cobre ou sulfato de cobre com ácido clorídrico… esta solução é reciclável bastando bombear ar dentro para ela voltar com todo o poder, mas precisa usar HCl de 30 a 36% para ficar boa.

  17. Um belo trabalho , Adquiri uma CNC profissional faz uma semana e ainda estou aprendendo como usa-la.
    Todos meus esquemas foram desenhados no Altium Protel DXP 2010 e estou tentando exportar o desenho.
    Uso o Artcam e o Emc2 . Atualmente faço as minhas placas com uma laminadora que fiz com um fusor de impressora laser, método de transferência de toner e fica muito bom mesmo. Pretendo utilizar a CNC para tentar fazer as placas, estou preocupado com a definição, minhas placas tem trilhas de 0.2 mm . Voce ja tentou ?

    Cesario

  18. Cara, parabéns pelo blog! tava a procura disso há um tempo e finalmente me encorajei a fazer placas assim… porém, não faço muitas placas e isso seria só mesmo para deixar as placas q eu fizer mais profissionais. Logo, não creio q seja compensatório eu investir em um forno elétrico com o termômetro. Então te pergunto: algum outro jeito de curar a placa? secador de cabelo talvez? ou simplesmente deixa-la parada por um tempo?
    Obrigado

  19. Olá Ricardo,

    Quanto a aplicação do dry-film na placa, eu sigo dois procedimento diferentes, sem o uso de uma laminadora.
    No primeiro processo aplico o dry-film na placa umedecida com água "sem cloro".
    ( O cloro ataca o dry-film, então não serve. Eu uso água de poço).
    Pode ser usado também um borrifador tipo para molhar plantas para umedecer a placa.
    Depois aplicado o dry-film e uso um rodo de silk screen 80 shores para "alisar" o filme sobre a placa, retirando assim as bolhas de ar e água.
    (Molhar o rodo também ajuda na hora de alisar o dry-film).
    Agora com o filme aplicado, guardo a placa em local escuro durante 24 horas (de um dia para outro) para só então expor o fotolito e fazer a revelação. Eu chamo esse processo de aplicação do dry-film "a frio" e funciona muito bem.
    Desvantagem é apenas o tempo de espera antes de fazer a revelação.

    Agora quando não posso esperar de um dia para outro, sigo o segundo procedimento.
    Depois de aplicado o dry-film na placa e alisado com rodo de silk, coloco a placa em um forno pré aquecido a 80C durante 1 minuto até 1 minuto 15 segundos. Se passar muito do tempo, o plastico do filme derrete formando bolhas… ai já era!!
    Seguindo o tempo certo, a aplicação também funciona, podendo fazer a revelação logo em seguida.

    Espero que essas informações possam ajudar aqueles que como eu não tenham uma laminadora, mas queiram usar o dry-film, pois realmente vale a pena. Já cheguei a fazer trilhas de 0.1 mm :- )

    Att

  20. Ricardo,
    Estou tentando achar uma laminadora parecida com essa.
    Encontrei algumas na internet, mas elas são mais profissionais e bem mais caras (400 reais pra cima).
    Você poderia me dizer quais características são desejáveis pra que funcione bem pra essa finalidade?
    Sabe me indicar onde comprar uma desse tipo?

    Eu fiz algumas placas com Dry Film, mas utilizei água para aplicar, o que não achei muito prático.
    Acredito que a Laminadora realmente é muito melhor.

    Abraço,
    Marcus

  21. Boa tarde Ricardo,
    achei muito interessante a idéia de usar anions complexos de cloreto de cobre II como etchant.. estou tentando reproduzir. Pode me dar algumas dicas? e responder ao meu gigante texto de perguntas abaixo?

    para começar podería usar:
    2 NaCl (cloreto de sódio) + CuSO4 (sulfato de cobre)—-> CuCl2 (cloreto de cobre II) + Na2SO4 (sulfato de sódio).
    questão 1: como eu purifico o CuCl2 da reação acima, de forma a remover o Na2SO4, será que filtrando serve?

    também achei a reaçao padrão, no site http://depts.washington.edu/chem/facilserv/lecturedemo/CopperEquilibrium-UWDept.ofChemistry.html
    CuSO4 (copper sulphate) + 4Cl- —> [CuCl4]2-  (green)
    como CL- é ácido clorídrico diluído em áqua, imagino que seja simples obter a solução de CuCl4..
    porém com o meu mero conhecimento de química, não faço a mínima idéia de como obter ânions complexos de cloreto de cobre II (CuCl4 2-)
    pode me dar alguma dica? caminho a seguir?

    também fiquei na dúvida de como reciclar.. Posso deixar sempre no mesmo recipiente?
    pensei em fazer um igual ao seu, com um aquecedor com termostato e um gerador de bolhas de ar de aquário na base. o que você acha/recomenda?

    qual a temperatura adequada ou a que você usa para a corrosão?

    questão final,
    como você obteve a sua solução de CuCl4 2- ?

  22. NaCl e CuSO4 não reagem pois seus produtos seriam também solúveis em água. Uma reação de simples troca somente ocorre quando um dos produtos é insolúvel.
    A forma mais prática para obter o CuCl4 -2 é:
    1 – Adicione 16g de cloreto de cobre II em um recipiente e misture 100ml de ácido clorídrico a uma concentração de 18%. Ácido clorídrico geralmente é encontrado em soluções com 37% de concentração, neste caso, adicione 50ml de ácido clorídrico e 60ml de água.
    2 – Bombeie ar na solução usando um compressor de aquário. A solução deverá ficar bem clara, e deverá ir escurecendo a medida que você usa ela. Para reciclar bombeie ar nela e quando necessário adicione um pouco de HCl na solução, pois a cada corrosão a reação gera mais cloreto de cobre.

  23. valeu pela dica Ricardo, eu vou tentar assim que conseguir cloreto de cobre II, que está meio difícil de achar na minha cidade..

    no meu caso, aqui só vendem ácido muriático à 17% (é amarelo bem fraco a cor). Será que funcionaría igual ou tenho que adquirir ácido clorídrico concentrado? (pergunto isso pela cor amarela que o ácido muriático tem)

    achei umas formulas interessantes nesse link: http://www.instructables.com/id/Stop-using-Ferric-Chloride-etchant!–A-better-etc/?ALLSTEPS

    Before there's much copper dissolved in the solution, Cu + 2 HCl + H2O2 -> CuCl2+ 2H2O is the dominant net reaction. That is, the extra oxygen in solution from the peroxide is oxidizing the copper metal, in presence of the acid, to make copper (II) chloride. That's our starter etchant. The resulting CuCl2 shoud be a nice emerald green color.

    After you've dissolved a lot of copper into the solution, and used up all the peroxide, the copper chloride does most of the etching for you: CuCl2 + Cu -> 2 CuCl. That's the end etchant.

    Eventually you etch so much that you convert all the CuCl2 into CuCl, which doesn't dissolve copper (and is a yucky brown color). As long as you've got enough acid in the solution, you can simply add more oxygen to re-oxidize the copper(I), making more copper(II) chloride and water: 2 CuCl + 2 HCl + O -> 2 CuCl2 + H2O. And then you can etch again.

    segundo ele, a simples reação do peróxido de hidrogênio com o ácido muriático gera cloreto de cobre II e água

    eu pensei em tentar e estou tentando seguir a equação quimica dele. Para isso eu estou usando o seguinte raciocínio:
    como eu tenho ácido muriático a 17% e peróxido de hidrogênio 200vol (50%), eu preciso de 17ml do meu peróxido de hidrogênio para cada 100ml do meu ácido muriático.. e adiciono um pouco de cobre para a reação. Com isso eu obtenho CuCl2. Assim, adicionando mais HCl na solução eu "IMAGINO" que consigo obter CuSO4 -2.. (infelizmente não sei muito de química)

    oque acha? a concentração de água é um problema?

  24. aparentemente funcionou. talvez não tão bem como usando cloreto de cobre II mas consegui o mesmo efeito..

    seguem os meus passos e descrição dos problemas que eu enfrentei para cortar caminho a todos os que forem se aventurar e/ou que tiverem alguma sugestão/melhoria..

    lembrando que como tentei não diluir em água o HCl as reações foram extremamente violentas e é impraticável em ambientes fechados, fiz isso na calçada do pátio da minha casa em um local totalmente aberto. Em um dos testes a reação borbulhou e saiu para fora do becker de 1 litro. Portanto, usem luvas, máscara com filtro e óculos e trabalhem em um ambiente aberto.

    calculei os valores baseados nas porcentagens que eu tinha de H2O2(200vol 50%) e HCl(37%) e também fiz cálculos baseados na massa molar, para obter valores mais acurados..
    usei 100ml de HCl à 37%, +- 39.66ml de H2O2 a 50%(200Vol) e 13.38g de Cu (valores calculados).
    (quando adicionei ácido clorídrico ao peróxido de hidrogênio, ocorreu uma reação exotérmica no qual eu não esperava, liberando calor, portanto o cobre tem que ser adicionado imediatamente após misturar as soluções, caso contrário não funcionará tão bem)

    isso só consumiu 8g do cobre que eu adicionei, depois adicionei mais H2O2 para consumir o resto. (achei estranho, talvez eu tenha calculado errado, pois foi necessário adicionar mais H2O2)

    como produto, foi gerada uma solução pouco verde e bem bem escura.. Após adicionei um pouco de HCl (em uma solução de aprox 200ml eu adicionei mais ou menos 50ml de HCL para testar) e bombeei ar com uma bomba de ar de aquário. Após algumas horas a solução ficou um verde esmeralda concentrado.

    antes fiz testes com ácido muriático (seguindo cálculos baseados na concentração do muriático que é de 17% de HCl ao invés de 37% e ficou um verde bem vivo (segundo um amigo, "um verde tão puro que dava vontade de tomar"). Isso pois havia mais H2O na solução do que o mais concentrado.

    Só achei um ponto de estranho nos meus testes. A solução reciclada demorava entre 5 a 20 minutos para corroer a placa. Para que o processo demorasse entre 1 a 5 minutos tive que adicionar UM POUCO de peróxido de hidrogênio. (minha teoria é que talvez tenha usado muito HCl para reciclar a solução e aí sobrou um pouco)

    quando sobrar um tempo vou compartilhar fotos dos testes no google+ e compartilhar o link.

    o meu cloreto de cobre II está chegando semana que vem aí posso comparar com esses meus testes. Mas o interessante é que usando ácido muriático e h2o2 fica muito barato de produzir a solução. Pois só 250g do cloreto de cobre II me custaram 60 reais e o HCl a 37% me custou 40 reais um litro. Já o H2O2 200Vol custa em torno de 20 reais 5 litros e o muriático também é bem barato. Se conseguir obter uma solução com a mesma qualidade vai ser ótimo.

    ainda estou pesquisando como fazer para descarte da solução (quando for necessário). Parece ser complexo mas é extremamente nocivo para a maioria das formas de vida principalmente plantas, portanto não deve ser jogado pelo ralo da pia antes de realizar o processo de neutralização e solidificação da solução. Devemos tomar certos cuidados para preservar o meio-ambiente. Se alguém souber de informações de descarte compartilhem, pois achei apenas métodos pouco explicativos, informação inconsistente e talvez até impraticáveis para o dia a dia.

    reações:
    Cu + 2HCl + H2O2 –> CuCl2 + 2H2O
    CuCl2 + Cu –> 2CuCl
    4CuCl + Cu + O2 –> 4CuCl2 + 2H2O

  25. Ricardo,

    estou tendo uma dúvida no processo de mascara de solda… Após aplicar a mascara, secar, expor e revelar no carbonato, a tinta da mascara está ficando muito fosca e estou tendo problemas para "acertar" esse processo. É normal a mascara ficar fosca ou estou errando em alguma etapa?
    Obrigado!

  26. Olá Iuri,
    Primeiro precisa se atentar à cor da máscara, que pode ser brilhante ou fosca. Por exemplo a máscara verde que comercializamos é fosca, o restante das cores é brilhante. O segundo fator é o processo de aplicação. O processo de silk screen tende a deixa-la mais brilhante.

  27. Ricardo, obrigado pela resposta!

    A cor da máscara que estou aplicando é vermelha, e estou usando atualmente para aplicar um processo com centrífuga (usando um HD velho). Não estou colocando nenhum solvente junto com a tinta, apenas o catalizador. Estou fazendo o processo de pre-cura utilizando um soprador de ar. Faço o processo de revelação utilizando uma lampada UV 28W a 15cm e com um tempo de exposição aproximado de 6 minutos.
    Comecei a testar esse processo esses dias, tenho muito que aprender e melhorar. Creio que o que esteja deixando a tinta fosca seja os processos de cura com o soprador. Você adiciona algum produto durante a cura final?
    Abraços.

  28. Olá Iuri,
    Eu faço a pré cura em forno a 55C durante 50-90min. Note que quando a pre cura dela é feita em forno ou estufa, você deve esperar ela esfriar antes de tirar do forno, pois quando ela está quente ela fica grudenta. Eu não deixo até endurecer completamente, eu deixo em estufa até que ela atinja um ponto onde não tenha perigo de grudar no fotolito, pois quando ela é exposta à luz UV que ela realmente endurecerá. Outra coisa é o tempo de exposição da máscara que é bem menor do que o dryfilm ou filme liquido. Enquando esses dois variam de 3 a 5 minutos, a máscara eu deixo apenas 2 min. Basta passar o pincel macio com a solução de barrilha e ela é rapidamente revelada.
    Não adiciono nada na cura final, apenas deixo o tempo e a temperatura recomendade pelo fabricante.
    Abraço

  29. Prezado Ricardo,
    Quero comprar o Dry Film para aplicá-lo em chapa grande de 60x80cm., e pergunto se o filme resiste à corrosão com ácido. Vc sabe, a temperatura do eletrólito sobe. Outra coisa, vc fornece as lâmpadas uv (escura)?
    Como fazer o contato perfeito da transparência por cima da chapa, já que não vou usar o vácuo?
    Abraços

  30. Hi
    Appreciate this great article !!
    having read the article and all the comments , i have manged to plate my vias and holes. I am to apply the dry film photo resist film over the copper clad now and would later expose and develop it. My problem is :-
    How would i protect the PTH from etching away
    I am using feric chloride to etch

    • Hello ! Thanks for the comment. The PTHs are protected from corrosion by dryfilm. The photolithography must have the entire surface of PTHs and tracks opened for light to pass through the drawing. Thus the dryfilm be cured by UV light which will result in a film formed on top of all the trails and PTHs preventing perchlorate to reach these places.
      Please let me know if you understand the entire process.
      Regards

  31. comprei o filme liquido para fazer a corrosão,mas tive muitos problemas para revelar.
    dilui com butilglicol,centrifuguei coloquei no forninho eletrico por 10 minutos(resistencia superior)e luz UV por 4 minutos,
    Na hora da revelação,um horror…muito dificil de tirar a tinta
    Fiz varias placas com outras tintas e nunca tive esse tipo de problema.
    estou pensando em experimentar o dry filme,pois estou decepcionado com tinta foto sensivel

    José Carlos Raymundo

  32. Estou com um problema na aplicação do dry film. A temperatura recomendada é de 110 a 122 graus celsius. O problema é que eu furo a placa antes de aplicar o dry film e acaba acumulando água nos furos na hora da aplicação do dry film, assim na hora em que passo a placa na plastificadora a água ferve e cria bolhas no dry film. Não tentei com temperatura mais baixa (< 100º C). Vou tentar e ver como fica.

    • Olá Renato, como vai ? Corte o dryfilm em duas partes cada uma suficiente para cobrir uma face da placa e aplique em um lado de cada vez. Não precisa molhar a placa para aplicar o filme, ok ? Caso queira molhar ela, faça isso apenas para aplicar na primeira face. Ela secará ao sair da laminadora e a segunda face aplique sem molhar. Isso resolve o problema de estufar o dryfilm nos furos. Certifique-se de que não há rebarbas nos furos, ok ? Abraço

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