Aplicando máscara de solda fotossensível com o uso de um aerógrafo.

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Olá pessoal. Tenho recebido muitas dúvidas sobre a aplicação da máscara de solda fotossensível em PCI. Para ajudar nas dúvidas fiz um video mostrando como aplicar máscara de solda usando um aerógrafo.

No manual do fabricante diz que a tinta deve ser aplicada usando silkscreen e que não pode ser adicionado mais que 5% (em volume) de redutor por risco de deteriorar as propriedades fotossensíveis. Fiz testes usando butilglicol e thinner 2750. Com butilglicol a máscara perdeu sua fotossensibilidade, mas com thinner funcionou. O tempo de secagem e exposição muda conforme a diluição e o tipo de lâmpada e para isto eu sigo uma regra… se toda a máscara se soltar durante a revelação, aumente o tempo de exposição. Sempre uso uma balança de precisão para adicionar catalizador, mas caso você não tenha, siga a regra de quatro partes (em volume) de resina para uma de catalizador.

33 comentários sobre “Aplicando máscara de solda fotossensível com o uso de um aerógrafo.

    • Olá! Para fazer as trilhas eu usei o dryfilm (http://bit.ly/29AXYBW), mas você pode usar a tinta fotossensível (http://bit.ly/29qNLJV). Para proteger as trilhas já prontas foi usado a máscara de solda fotossensível (http://bit.ly/29lbGqW), que é uma resina bi-componente a base de epoxy, resistente a altas temperaturas e possui várias cores. Esta última é própria para ser usada tanto como máscara de solda como legenda de componentes.
      Abraço!

        • Olá Rodrigo!
          Tinta fotossensível é uma tinta ácido-resistente usada para proteger o cobre durante a corrosão, para que se forme as trilhas. É uma tinta pouco espessa não isolante e não resiste a temperaturas elevadas.
          Máscara de solda é uma resina acrílica bi-componente usada para proteger as trilhas após a corrosão. É uma resina muito espessa, isolante e se torna resistente a temperaturas elevadas.

  1. Ricardo, boa tarde! Eu gostaria de tirar uma dúvida. Aquela fresadora CNC que você usa para cortar/furar placas, foi você quem montou? Poderia me dizer mais ou menos quanto custou? Estou querendo comprar um equipamento desse tipo, pois estou sentindo dificuldade para fazer esse trabalho manualmente. Entretanto, gostaria de saber se vale mais a pena comprar uma pronta ou ir montando aos poucos.
    Ah, parabéns pelo blog. Acabei de comprar um aerógrafo, achei o trabalho com um resultado muito superior ao uso de um rolo de pintura.

      • Opa… isso mesmo, limpe com thineer e um pano, encha o recipiente da tinta com thinner e esvazie ele usando o aerógrafo. Cuidado com ambientes fechados pois a mistura que sai dele é altamente inflamável e tóxica.

    • Boa tarde. Eu gastei muito com ela por ter sido burro e teimoso. Ela foi feita sob encomenda em uma empresa de Indaiatuba, se não me engano o nome da empresa mudou para “movimento linear”. Ela foi montada primeiramente com fusos trapezoidais, eletrônica chinesa e tupia, pois eu não queria gastar muito. Saiu na faixa de 6 mil. Só que depois de um mês de uso as castanhas que se movimentam pelos fusos criaram folga e ficou impossível de trabalhar. Depois disso fiz a coisa certa e substituí os fusos trapezoidais por fusos de esfera, a eletrônica chinesa por eletrônica industrial de 80V, e a tupia por spindle refrigerado a água. Esse upgrade me custou mais 6 mil, mas valeu cada centavo. Se for montar uma, já faça com fuso de esfera, spindle e eletronica boa. Não vale a pena economizar. Depois disso nunca mais precisei trocar nada nela. Abraço.

      • Ricardo, obrigado pela resposta! R$ 6.000,00 é um valor elevado para quem trabalha com isso apenas por hobby (sou engenheiro eletrônico, mas não faço muitas PCBs). Na verdade, queria a CNC apenas para enterrar todos os fantasmas que tenho durante a fabricação dos meus protótipos, rs. Eu queria tirar uma outra dúvida. Os seus fotolitos são feitos com impressora de tinta pigmentada, certo? Estou querendo comprar uma impressora com bulk de tinta pigmentada, mas vi que a sublimatica tem um valor equivalente. Você recomenda alguma? O filme para fotolito que você vende, pode ser usado com a sublimática? Mais uma vez, obrigado.

        • Olá Leonardo. A CNC que uso ficou com preço elevado por conta do tamanho. Ela foi feita para fazer trabalhos pesados. Acredito que você consiga uma CNC com área de 30×30 por uns 2 mil. Teve um evento em SP sobre impressoras 3D e um dos fabricantes vendia uma impressora que podia ser modificada para ser usada com tupia ao invés de injetor de plástico. Eu não estou com o folheto aqui, mas procure por impressoras 3D e você conseguirá algo. Ela saia por 1200 reais (mecânica e eletrônica) sem o spindle.
          Eu uso somente fotolitos com impressora jato de tinta. Uso uma K101 da epson que usa dois cartuchos com tinta preta. Eu nunca testei com sublimática, mas acredito que se a tinta for opaca funciona neste filme. Tinta corante não funciona pois fica transparente.

          • Olá Ricardo. Mais uma vez, obrigado pelas respostas. Entendi, acho que não vou arriscar comprar a sublimática, vou optar pela pigmentada porque você já testou. Já tenho todo o material para fazer placas aqui (inclusive, comprei alguns itens com você e irei voltar a comprar), mas estou esbarrando na transferência do layout para o dry-film 🙁 nunca fica bom o suficiente. Igual a alinhar os layouts das faces da placa, é extremamente complicado fazer isso para placas SMD sem a fresadora CNC.
            Espero conseguir resolver esses problemas em breve.
            Valeu por toda a ajuda!

  2. Boa noite grande!! Amigo estou maravilhado com o processo. Está de parabéns, mais do que isso por compartilhar esse conhecimento! Obrigado se vc fizer um patreon para seu canal eu apoio como já faço para um canau de engenharia pq divulgar conhecimento de qualidade não são todos que fazem. Já venho testando Dry Film e método fotográfico, assim como máscara de solda para colorir placa e a branca para componentes + catalisador, porém estou iniciando também, e na ultima placa que fiz usei mascara de solda verde sem catalisador e percebi que não funciona assim. Tenho algumas perguntas. Eu to com um texto de vocês que explica sobre proporção de mascara + catalisador, irei testar mas a pergunta é. O aérografo que usa vi que é do tipo interno e parece ser de ação dupla, é isso? Tem link para o aerógrafo que usa para compra pfv? Segundo, vc usou 1.2g de catalisador como sugere e 8.7g da resina para máscara de solda verde. Eu quero saber se tem link de bons fornecedores da tinta fotossensível e das máscaras de solda pra colorir e da branca pra legenda de componentes por favor, além disso qual a quantidade de thinner junto a essa solução que usou? E para a máscara branca foi o mesmo processo qnto de thinner +- usou? Terceiro, dry film achei da China pra compra. Tinta fotossensível vc fabrica ou tem ideia de como fazer? Ou e pelo fornecedor? Tem links? Para os pads vc imprimiu ele normal e jogou UV? Mas eu n devia inverter ou pegar o negativo da imagem pra usar UV já q revela a parte em branco será o cobre e no caso da legenda vc ja fez isso eu reparei mas n p pads, pq ?

    • Olá!

      Agradeço caso queira divulgar o site! Ainda tenho vários videos para postar sobre metalização quimica. Veja nossos artigos aqui: https://goo.gl/80OPp4

      O kit que eu usei foi adquirido neste endereço: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-748475205-kit-completo-aerografia-mini-compressor-ar-aerografo-03mm-_JM e sim, o aerógrafo é de dupla ação, mas abro ele no máximo.

      Nós vendemos todo o material para PCB, você pode encontrar no mercado livre ou em nossa loja (ver link “loja” no menu acima). Muita gente usa erroneamente a tinta fotossensível como máscara de solda. A tinta fotossensível serve apenas para proteger o cobre no ato da corrosão para dar forma às trilhas. Ela não suporta calor e nem é um bom isolante. Já a máscara de solda, é uma resina acrílica que serve para proteger e isolar as trilhas. Ela suporta elevadas temperaturas e é um bom isolante elétrico. Ela originalmente é para ser aplicada com silk-screen e o fabricante recomenda diluir no máximo com 5% de redutor, porém, depois de testes descobri que funciona usando uma quantidade muito maior de redutor. Eu não tenho uma proporção exata que uso de redutor, eu costumo adicioná-lo até obter uma consistência leitosa.

      Um dos maiores problemas que o pessoal tem com a máscara é devido a problemas com o fotolito e com a luz uv. Recomendo 100% LED UV ao invés de luz negra, não tem comparação.

      Quanto a sua ultima duvida sobre o fotolito ser positivo ou negativo, aqui tem a resposta: http://www.engenhariacaseira.com.br/blog/?p=36

      Abraço

          • Para o dry film ou filme liquido o tempo varia entre 1 e 3 min, e para máscara diluída e aplicada com pistola de pintura ou aerógrafo de 25 a 30 minutos e sem diluir aplicado com silkscreen 3 minutos.

          • Ricardo,
            Estou acompanhando com muito interesse, tanto as boas perguntas feitas, quando as respostas dadas por você.
            Fiquei curioso quando ao seu método de uso de LEDS UV, no lugar de LUZ NEGRA. Acho que isso merece um vídeo (se é que você já não está pensando em fazê-lo.
            Tentei achar esses LEDS cujo código você mencionou e não estou achando. Poderia ajudar?

  3. Olá Ricardo. Por que você não usou o aerógrafo para fazer as trilhas, mas somente a máscara de solda e legendas? Eu tenho usado centrifugação com motor de HD e tem funcionado bem, mas recentemente fui fazer uma placa maior e ai começaram os meus problemas, então desde então procuro uma alternativa melhor. Eletrônica é um hobby pra mim! Obrigado e aguardo um feedback valeu!

    • Olá William. Eu nunca consegui fazer placas usando centrífuga. As placas que faço geralmente tem mais de 10cm de comprimento e não fica legal. Aerógrafo fica muito bom, mas a cura demora bastante e o solvente usado precisa ser testado antes em um pequeno pedaço para saber se vai funcionar. Hoje quando preciso fazer alguma placa uso pistola de pintura que é bem mais rapido que o aerógrafo. Passar máscara com silkscreen também fica perfeito.

  4. Fala Ricardo, tudo bem? Espero que sim.

    Venho fazendo placas há um tempo, aplicando as tintas com a técnica de centrifugação. Depois de ver seu vídeo, e pensar muito a respeito, decidi comprar um aerógrafo também. Mas num tô dando conta de fazer o serviço com ele: o aerógrafo só conseguiu espirrar a tinta quando ela estava muito ralinha, com baixíssima viscosidade. Por conta disso, ela escorria a toa na placa… depois da pré cura, a tinta chegou a formar pequenas poças pela placa. Ela ficou concentrada só em algumas partes da placa. Tentei refazer a aplicação, com a tinta mais viscosa dessa vez, mais grossa, e o aerógrafo não conseguiu espirrar a tinta! Detalhe: esse impasse foi com a máscara de solda; a tinta de fazer as trilhas rolou tranquilo.

    Você passou por algo assim? Teria uma sugestão, uma ideia, pra que eu consiga contornar esse problema? Acho que levei um baita prejuízo comprando esse aerógrafo!! D=

    Abraço.

    • Bom dia Renan!
      O primeiro ponto que você deve ficar atento é a viscosidade da tinta. Se você consegue aplicar a tinta fotossensível normalmente e a máscara não, é por conta da viscosidade. Eu costumo preparar 10g de máscara e diluir com 6ml a 10ml de solvente. Para pintar a placa, você deve manter uma distância de uns 5cm entre o bico do aerógrafo e a placa, e geralmente vai umas 4 ou 5 passadas de máscara com a placa na horizontal, nunca na vertical para que não escorra. Você pinta a placa toda e recomeça passando novamente na placa toda até que ela ganhe uma camada considerável, mas não exagerada.
      Note também que existem vários diâmetros de bicos para aerógrafo que variam de 0.2 a 0.4mm, o que eu uso é de 0.35mm. Outra coisa que influencia bastante é o compressor. Eu uso um compressor feito com motor de geladeira que enche um tanque com 40psi e uso um regulador na saída para o aerógrafo que mantem 10psi. Apesar disso, o compressor wimpel funciona desde que a tinta esteja bem diluída, caso contrário você terá problemas na aplicação já que a tinta desce por gravidade.

      • Então, eu tô usando .35 de bico também. O compressor é aquele wimpel miudinho… achei a saída de ar meio fraquinha e desconfiei que parte do problema fosse por conta disso, mas você disse que usa só 10 psi…

        O primeiro uso que fiz do aerógrafo foi com a tinta das trilhas. Mesmo achando que a tinta tava menos viscosa do que pretendia deixar, a aplicação correu bem. Já a máscara foi só derrota rsrsrs… tenho receio de falhar numa próxima aplicação da tinta das trilhas. Por um momento achei que tivesse entupido o aerógrafo, mas durante a limpeza, ele me pareceu funcionar normalmente…

        Baseado no que você disse, acho que meu problema tá sendo o preparo da tinta mesmo. O problema é que faço poucas unidades por vez; não uso mais que 1/3 do copo do aerógrafo. Vou experimentar essa receita que você usa, tentar adaptá-la pra uma porção menor… sei lá… preciso gastar um bocado de tinta pra determinar um preparo mais adequado. Tô lascado rsrs

        Valeu pela atenção, Ricardo. Bom dia pra você também!

        • Apesar de usar somente 10 psi, o compressor wimpel não consegue manter 10psi na linha com a válvula do aerógrafo aberta… deve cair para uns 4psi, porém, isto não é para ser um problema. Quanto à tinta fotossensível, pode usar 1:1 em volume (tinta / solvente) que funciona bem. Use bultilglicol ou de preferência óleo de banana para diluir a tinta fotossensível.

          • Tô usando butil. O óleo é melhor?

            Quanto à dosagem, eu tava indo meio no “olhômetro”, deixei a tinta com a viscosidade parecia com a do leite integral. A pressão da ar que saía do aerógrafo chegava a deslocar a tinta que já estava na placa… Mas vou experimentar a proporção de tinta/solvente de 1/1, 1/algo pouco menor que 1… vou usar algumas seringas pra ter um pouco mais de precisão.

          • Olá Renan, o óleo seca mais rápido. Viu, a camada de tinta fotossensível que você precisa passar para proteger contra a corrosão é bem fina, o suficiente para cobrir bem a placa de forma uniforma, você não precisa deixar uma camada grossa… ela rende bem. com 3ml acredito que você consiga cobrir uma área de uns 20x20cm. Já a máscara usa um pouco mais, mas também sem exageros. Não é pra formar poças de tinta pela placa.

          • Talvez na tentativa de chegar a uma tonalidade mais escura, acabei jogando tinta demais na placa, quando na verdade ela ficou clarinha pela falta de mais catalisador. Suas sugestões foram muito boas. Obrigado pela ajuda! Conte comigo também. Se eu for capaz, o farei com a maior satisfação. Abraço!

  5. E aí, Ricardo? Td jóia?

    Corrigi quase todos os problemas que estava tendo ao pintar as placas. Tô apanhando só no tempo de pré cura da máscara: ou ela não se solta completamente da placa quando mergulhada na barrilha, ou ela se solta bem mas gruda em alguns pontos do fotolito. Essa segunda situação é até fácil de reparar na etapa de máscara de solda, mas na etapa das legendas é terrível, porque o fotolito das legendas tem uma área de toner impresso muito grande e acaba agarrando toner demais na pintura. Se a revelação das legendas for muito longa, os traços que deveriam permanecer na placa começam a se soltar! Você teve problemas assim também?

    • Boa tarde Renan, tudo bem ? Inverta o fotolito e imprima do lado oposto… desta forma o toner fica para cima e não gruda na placa. Outra dica é deixar a placa esfriar bem antes de ir para a exposição. Use um termômetro e seque a placa a 65C durante 60min. Isso garante que ela não irá grudar no fotolito. Abraço.

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